O Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, afirmou que o bombardeio matou 90 pessoas e deixou quase 300 feriados, ao atingir tendas que abrigam deslocados da guerra. De acordo com as forças de Israel, a operação em Khan Yunis, no sul da Faixa de Gaza, tinha como alvo Mohammed Deif, um chefe do grupo terrorista Ataque de Israel a Gaza deixou 90 mortos e quase 300 feridos
Reprodução/Jornal Nacional
Israel fez um ataque contra comandantes do grupo terrorista Hamas. O Ministério da Saúde da Faixa de Gaza disse que 90 pessoas morreram.
De acordo com as forças de Israel, a operação em Khan Yunis, no sul da Faixa de Gaza, tinha como alvo Mohammed Deif, de 48 anos: um chefe do grupo terrorista Hamas que teria sido um dos mentores do ataque do Hamas em 7 de outubro a Israel, que matou 1.400 pessoas e desencadeou a guerra em Gaza.
Ele e outro comandante local do Hamas estariam escondidos na área do ataque, uma zona humanitária designada pelo Exército israelense. Nem os militares, nem o governo de Israel confirmaram a morte dos dois.
O Hamas negou a morte de Mohammed Deif. O terrorista já escapou de outras operações israelenses e está há décadas no topo da lista dos mais procurados pelo país.
O Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, afirmou que o bombardeio matou 90 pessoas e deixou quase 300 feriados, ao atingir tendas que abrigam deslocados da guerra.
"Fui desalojado 12 vezes, e esta era para ser a área mais segura, no centro da cidade. Todos os meus vizinhos ao meu redor eram idosos, mulheres, crianças, todos civis que não tinham nada a ver com nada", conta um homem que mora na região atingida.
As vítimas foram levadas ao Hospital Nasser, também em Khan Yunis. Os diretores do centro médico afirmam que a unidade já está saturada, sem leitos disponíveis para atendimento e perto de ficar desabastecida. Países do Oriente Médio como Egito, Jordânia, Irã e Arábia Saudita condenaram o ataque.
Um porta-voz do Hamas afirmou que o ataque mostra que Israel não está interessado em alcançar um acordo de cessar-fogo.
Em entrevista coletiva, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu afirmou que aprovou o ataque ao saber que não havia reféns israelenses na região e receber informações satisfatórias sobre danos colaterais e o tipo de munição que seria usado. Ele disse que o bombardeio envia a mensagem de que os dias do Hamas estão contados, prometeu eliminar todos os comandantes do grupo e resgatar os sequestrados pelos terroristas.
Neste sábado (13), parentes de pelo menos 130 reféns pelo Hamas marcharam em direção a Jerusalém. No protesto, cobraram do primeiro-ministro mais empenho na libertação dos familiares.
Publicada por: RBSYS