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Caso Lindama: Justiça manda soltar médico suspeito de morte de dona de casa durante lipoaspiração​​

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Caso Lindama: Justiça manda soltar médico suspeito de morte de dona de casa durante lipoaspiração​​

Desembargadores da Sexta Câmara Criminal determinaram, no entanto, que o cirurgião Heriberto Ivan Arias Camacho está proibido de operar, terá que usar tornozeleira eletrônica e não poderá deixar o país. Decisão revoltou familiares da vítima. A empresária Lindama Benjamin de Oliveira, de 59 anos, morreu horas após uma lipoaspiração Reprodução A Justiça do RJ mandou soltar, nesta sexta-feira (5), o médico colombiano Heriberto Ivan Arias Camacho, que foi preso em janeiro pela morte de Lindama Benjamin de Oliveira. A dona de casa de 59 anos morreu em março do ano passado, horas após fazer uma lipoaspiração. O atestado de óbito indicou que Lindama teve uma perfuração no intestino com hemorragia. A decisão de soltura é da Sexta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça, após a defesa de Camanho entrar com um pedido de habeas corpus. Por unanimidade, os desembargadores Fernando Antônio de Almeida, Marcelo Castro Anatocles da Silva Ferreira e Luiz Noronha Dantas decidiram que o médico cirurgião vai responder ao processo em liberdade. No entanto, Camacho está proibido de exercer a profissão, terá que usar tornozeleira eletrônica e não poderá sair do país. Ele também deverá entregar o passaporte à Polícia Federal e terá que comparecer à Justiça todo mês. Camacho estava preso desde o começo de janeiro deste ano, após a decretação de sua prisão preventiva. O médico Heriberto Ivan Arias Camacho Rafael Nascimento/g1 Plástica custou R$ 16 mil Lindama passou por uma cirurgia plástica no abdômen no Hospital Bitée Cirurgia Plástica e Estética, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste. Ela pagou R$ 16 mil pelo procedimento e chegou à clínica por uma indicação de amigos. Ao decidir pela prisão em janeiro, a juíza Tula Correa de Mello, da 3ª Vara Criminal da Capital, afirmou que "de forma livre e consciente, no exercício de sua profissão de médico, [Heriberto] assumiu o risco de matar Lindama." Ao g1, o advogado Jairo Magalhães Pereira, que é assistente de acusação e representa a família de Lindama, afirma que a proibição de Camacho de exercer a medicina, enquanto é investigado, é um alívio para os parentes da dona de casa. "É importante ressaltar que nós, como assistente de acusação e representante da família da Lindama, entramos no Cremerj após a morte. Meses depois, o órgão ainda não tinha dado resposta sobre a suspensão de suas atividades", disse. "Com essa decisão, a Justiça cassa o poder de Heriberto exercer a medicina, impedindo que ele faça outras vítimas, já que existem outros inquéritos que ele aparece como responsável por procedimentos que resultaram em mortes". O g1 tenta contato com o advogado Thiago Luiz dos Santos Sgarbi, que faz a defesa do médico colombiano. Procurada, a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) ainda não informou se Heriberto Ivan Arias Camacho já deixou a cadeia. Irmã se revolta com a decisão A enfermeira Rosilene Batista Jesus de Melo, irmã de Lindama, se disse revoltada com a decisão judicial e lembrou da demora do Cremerj em suspender as atividades do especialista. "Meu sentimento é de revolta ao saber que o Heriberto foi solto e vai aguardar o julgamento em casa e que, até o momento, não tivemos resposta do Cremerj quanto à decisão de suspender o direito de exercer a profissão dele." Rosilene disse ainda que chegou a orientar o médico para que ele transferisse sua irmã para um hospital e que houve demora no socorro. "Eu, como profissional de saúde há muitos anos, no momento que minha irmã estava passando mal, por telefone, dei todas as opções para ele retirar a minha irmã daquela clínica e levá-la para um hospital para dar o suporte que ela necessitava. Mas, em momento nenhum, ele não fez isso." "Ele só foi fazer a transferência quando eu cheguei e sob pressão da família. Mas, infelizmente, era tarde demais e minha irmã morreu no meio do caminho e na minha frente. Eu quero justiça, e queremos que o Cremerj tome providências e suspenda seu CRM. Um médico desses não pode continuar operando e tirando vidas."

Publicada por: RBSYS

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