loader

Cotado a R$ 6,26, dólar bate novo recorde, com alta de 2,82%

  • Home    /
  •    Notícias    /
  • Cotado a R$ 6,26, dólar bate novo recorde, com alta de 2,82%
Cotado a R$ 6,26, dólar bate novo recorde, com alta de 2,82%

As incertezas e desconfianças do mercado financeiro sobre as contas públicas provocaram o novo patamar histórico da moeda americana em relação ao real. Dólar bate novo recorde e chega a R$ 6,26 As incertezas e desconfianças do mercado financeiro sobre as contas públicas provocaram mais um recorde, nesta quarta-feira (18). A cotação do dólar frente ao real aumentou 2,82% ao longo do dia, levando a moeda americana a um novo patamar histórico de valor. E isso mesmo com a aprovação de parte das medidas de corte de gastos do governo, na terça-feira (17) à noite, na Câmara. A votação foi depois de um dia de intensa negociação. Para garantir a presença dos deputados no plenário, o presidente da Câmara, Arthur Lira, do Progressistas, avisou que iria punir a falta sem justificativa com corte no salário. O governo conseguiu aprovar com folga o primeiro projeto do pacote fiscal. Placar: 318 votos a favor, 149 contra. 46 deputados não votaram. O texto aprovado estabelece que, se as contas públicas apresentarem resultado negativo, o governo fica proibido de: Dar novos benefícios fiscais ou ampliar os já existentes; Aumentar despesa com pessoal. O projeto ainda autoriza o governo a cortar o pagamento de emendas parlamentares quando as contas estiverem no vermelho. Ao todo, o pacote fiscal apresentado pelo governo tem quatro projetos. Se todos forem aprovados, a expectativa é economizar R$ 370 bilhões até 2030. Há uma preocupação de que as medidas sejam desidratadas no Congresso e não consigam garantir essa economia. O relator, deputado Átila Lira, do Progressistas, disse que há empenho para aprovação: "Eu acho que todo mundo tá muito preocupado e sensível a essa questão da economia, o dólar, o ciclo de juros. Então, assim, a preocupação é muito grande. Eu vejo um empenho muito grande de ambas as casas pra que a gente vote. Um dos grandes problemas hoje é que o mercado está ainda sob suspeição se a gente está realmente com vontade de cortar, se o governo quer realmente, efetivamente, reduzir as despesas. Então, a gente tem que provar para o mercado que a gente realmente quer, tem essa intenção." As medidas aprovadas na terça-feira (18) à noite não acalmaram o mercado financeiro, que já abriu nesta quarta-feira (18) com o real em queda. Ainda de manhã, repórteres mencionaram essa situação ao perguntarem ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, se haveria tempo para a aprovação do pacote de medidas de cortes de gastos no Congresso. “Nós estamos fazendo nossa parte, que é mandar as medidas e garantir que elas não sejam desidratadas, convencendo as pessoas que são medidas necessárias para reforçar o arcabouço fiscal, do ponto de vista da despesa. Então, eu penso que está havendo uma compreensão boa. As conversas com os relatores estão boas. Ontem já passou uma na Câmara. Hoje devem ser votadas as outras duas, inclusive a PEC, e vou conversar agora com o Pacheco para ver a hora limite de ele receber as medidas para conseguir votar até amanhã, no máximo sexta-feira, para poder fechar o orçamento também, porque o orçamento depende dessas medidas para ficar organizado de maneira a respeitar os limites orçamentários previstos nas regras fiscais", afirma o ministro. Em seguida, o ministro Haddad respondeu sobre a cotação do dólar, que, àquela altura, já atingia os R$ 6,20. “Nós temos câmbio flutuante, que nesse momento em que as coisas estão pendentes, tem um clima de incerteza que vai fazer o câmbio flutuar, mas eu acredito que vai se acomodar. Sobretudo... tenho conversado muito com instituições financeiras, previsão de inflação para o ano que vem, previsão de câmbio para o ano que vem. Até aqui, nas conversas com as grandes instituições, as previsões são melhores do que os especuladores estão fazendo. Mas, enfim, o câmbio flutua. O Banco Central tem intervindo, o Tesouro hoje passou a atuar na recompra de títulos. Nós vamos continuar acompanhando até estabilizar. Há contatos conosco falando em especulação, inclusive jornalistas falando, jornalistas respeitáveis falando disso. Mas eu prefiro trabalhar com os fundamentos, mostrando a consistência do que nós estamos fazendo em proveito do arcabouço fiscal para estabilizar isso. Pode tá havendo. Não estou querendo aqui fazer juízo sobre isso porque a Fazenda trabalha com os fundamentos, e esses movimentos mais especulativos são coibidos com a intervenção do Tesouro e do Banco Central. Então, funciona assim. Já houve outros momentos na história recente em que aconteceram desancoragens desse tipo. Se vocês forem resgatar nos últimos anos, já houve dias tensos que depois se acomodaram em virtude do desdobramento das medidas tomadas pelo governo", completou. À tarde, o Banco Central americano reduziu os juros pela terceira vez este ano. A taxa está na faixa de 4,25% a 4,5% ao ano. E o dólar comercial acabou quebrando mais um recorde histórico em relação ao real: 6,26. Desde janeiro, a valorização do dólar já se aproxima de 30%. No mercado de ações, o Ibovespa teve a maior queda diária desde novembro de 2022. Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, fala em especulação do mercado e afirma que moeda irá se acomodar Reprodução/TV Globo LEIA TAMBÉM Corte de gastos: Haddad avalia que governo está 'fazendo sua parte' e que 'escala' do pacote será mantida Corte de gastos: Haddad e Pacheco almoçam nesta quarta para montar cronograma de votação

Publicada por: RBSYS

BAIXE NOSSO APP

Utilize nosso aplicativo para escutar RÁDIO STÚDIO FISCHER direto de seu dispositivo movel.

img

Copyright © 2026 RÁDIO STÚDIO FISCHER. Todos os direitos Reservados.