Murilo Castro não informou onde as peças estão guardadas. MP investiga sumiço de pintura de Guignard e escultura de Franz Weissmann. Pintura de Guignard ficava na parte interna da casa
Reprodução/ TV Globo
O mistério sobre o paradeiro da pintura de Guignard e a escultura de Franz Weissmann que tinham desaparecido de uma casa em processo de tombamento em Belo Horizonte pode estar perto do fim. Um galerista de Belo Horizonte disse que as peças estão sob a posse dele.
Murilo Castro não afirmou onde as peças estão guardadas, mas declarou que a informação é de conhecimento da família dona das obras.
Segundo o galerista, ele foi procurado para verificar a viabilidade de comercialização da escultura e da pintura.
"As obras não têm nenhum processo de tombamento. Não são citadas em nenhum momento de tombamento, que nos verificamos, e sobre o imóvel eu pedi ao registro de imóveis no cartório para ver se, no registro do imóvel, haveria alguma sinalização de tombamento, que também não tem. Conversando com os proprietários, eles nunca receberam nenhuma notificação de tombamento. Em vista disso, os bens são então propriedade privada", disse.
Escultura de Franz Weissmann anunciada no site de leilões
Reprodução/ Aloisio Cravo Arte e Leilões
Ainda segundo Castro, depois dessa verificação, ele deu início ao processo de venda das obras. A escultura de Franz Weissmann chegou a ir a leilão em São Paulo, em novembro de 2023, com lance inicial de R$ 2,2 milhões, mas não foi arrematada.
Segundo a Prefeitura de Belo Horizonte, o imóvel onde as peças estavam, situado na Região Centro-Sul e pertencente à família de um médico já falecido, tem, sim, dois processos de tombamentos abertos junto ao Patrimônio Municipal, um de 2007 e outro de 2013. E, mesmo sem conclusão dos procedimentos, o espaço "passa a ter que se adequar a regras para bens tombados".
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Ainda de acordo com a prefeitura, uma fiscalização realizada em maio constatou que uma reforma estava em andamento na casa, sem autorização, e a parede da varanda da casa, que servia de suporte para as peças de arte, tinha sido retirada.
"Foi encaminhada notificação do Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural do Município de Belo Horizonte/CDPCM-BH no sentido de cobrar dos proprietários a regularização das intervenções clandestinas e recomposição/restituição dos bens integrados pertencentes ao bem cultural", declarou a prefeitura.
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) instaurou procedimento para apuração dos fatos, e os proprietários serão notificados para prestar informações.
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Publicada por: RBSYS