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Guerra tarifária de Trump derruba dólar e impulsiona euro no câmbio global

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Guerra tarifária de Trump derruba dólar e impulsiona euro no câmbio global

Guerra tarifária provoca movimentações significativas no mercado global de câmbio A guerra tarifária imposta por Donald Trump tem movimentado de forma significativa o mercado global de câmbio. Acompanhar o câmbio nos últimos dias pode estar deixando muita gente confusa. O mais comum para o brasileiro é ver o dólar e o euro variando juntos, para cima ou para baixo. Mas, neste ano, o dólar já caiu mais de 10%. O euro subiu 1,2%. O estranhamento é porque estamos olhando as duas moedas em relação ao real. E, para entender, é preciso olhar para o dólar. "Na verdade, é o dólar que está depreciando. Se você pegar a paridade euro-real, não mudou tanto. O que mudou foi o dólar, que enfraqueceu perante as duas moedas. Perda de confiança no padrão dólar", explica Marcelo Kfoury, professor de economia da FGV EESP. Em relação ao dólar, tanto o euro quanto o real subiram — mas o euro subiu um pouco mais que o real. Por isso, ficou mais caro para a gente. Aliás, a última vez que o euro se distanciou tanto do dólar foi em 2021. Guerra tarifária de Trump derruba dólar e impulsiona euro no câmbio global Reprodução/TV Globo No ano seguinte, a guerra entre Rússia e Ucrânia fez o euro perder valor e, pela primeira vez na história, um dólar chegou a valer mais do que um euro. Depois, veio um período em que as duas moedas ficaram com valor relativamente parecido. A eleição americana mexeu nesse equilíbrio. Quando Trump ganhou, o dólar valorizou. Quando Trump governou, o dólar caiu. E o dólar caiu diante de quase todas as principais moedas do planeta nesses seis primeiros meses do governo Trump. Perdeu força em 24 de 27 grandes economias. Cotação dólar-euro entre 2021 e 2025, afetado por Trump Reprodução/TV Globo Para os analistas, isso é consequência da administração errática de Trump — e do fato de ninguém saber o que o presidente americano vai fazer amanhã. E, para a economia, incerteza é pior do que risco. "Risco eu aloco probabilidades. Eu sei: você tem dois cenários possíveis — ou ele coloca uma tarifa de 20, ou ele coloca uma tarifa de 30. Isso é risco. Agora, quando ele coloca 100, vai para 125, volta para 10, depois volta para 30...Eu paro meu plano de negócios e falo: eu não sei o que vai acontecer. Isso é uma incerteza que a gente não consegue correr", diz o professor de economia do Insper, Roberto Dumas. "E aí o que acontece? Você foge do ativo e vai para um ativo que você tem um pouquinho mais de certeza — que não deixa de ser arriscado — que é o euro." Economistas não chegam a prever que o dólar vá perder sua dominância na economia mundial. Mas a presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, escreveu um artigo dizendo que mudanças no domínio monetário já aconteceram antes — e que essa é uma oportunidade para o euro ganhar destaque global. "Muita gente fala: ‘olha, se o dólar vai continuar depreciando, talvez seja interessante eu colocar um pouco no meu cofre de euro, não só dólar". Então o euro começa — não a substituir o dólar, isso eu acho que está um pouco longe ainda, difícil — mas dado que Trump está roendo as cordas do multilateralismo, o que acontece? Existe uma união maior dos países da zona do euro. Então o euro se fortalece pelo lado geopolítico — e se fortalece pelo lado político-econômico dos Estados Unidos, que deprecia", diz Dumas.

Publicada por: RBSYS

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