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Justiça Federal determina que Stock Car apresente proposta para diminuir barulho na etapa da corrida em BH

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Justiça Federal determina que Stock Car apresente proposta para diminuir barulho na etapa da corrida em BH

Prova vai acontecer no entorno do Estádio Mineirão, onde também fica o Hospital Veterinário da UFMG. Ação ajuizada pelo MPF afirma que ruídos causados pelo carros podem até matar animais em tratamento. Hospital Veterinário da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) fica em frente à pista onde será a corrida Raphaella Dias/UFMG A Justiça Federal deu dez dias para que os os organizadores da Stock Car apresente uma proposta para mitigar os impactos acústicos da corrida, que vai acontecer entre os dias 15 e 18 de agosto, em Belo Horizonte. Será a primeira vez que a capital mineira vai sediar uma etapa da Stock Car. O evento vem causando polêmica desde que a prefeitura autorizou a supressão de árvores no entorno do Mineirão. Mais de 60 foram cortadas. O circuito da corrida fica próximo do Hospital Veterinário, do Biotério Central e da Estação Ecológica da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Stock Car pode danificar equipamento da UFMG de R$ 9 milhões, afirma universidade Conselho de Meio Ambiente aprova supressão de árvores para realização de etapa da Stock Car em BH Na Justiça A decisão da juíza Adriane Luísa Vieira Trindade, da 1ª Vara Federal Cível de Belo Horizonte, foi tomada a partir de uma ação civil pública do Ministério Público Federal (MPF), contra os organizadores do evento. Na ação, o procurador da República Carlos Bruno Ferreira da Silva afirma que “a localização do circuito é incompatível com a corrida automobilística, que, por dias e períodos contínuos, causará aguda perturbação sonora, causando impacto direto à fauna local." "Estudos apontam que a previsão de ruído se dará em níveis suficientes para causar estresse severo e até a morte de animais em tratamento no hospital veterinário da UFMG ou abrigados nos biotérios de pesquisas”, apontou o procurador. No despacho, a magistrada determinou que a proposta deve ter "detalhamento de suficiência técnica" e demonstrar viabilidade de implantação nos pontos de impacto biologicamente sensíveis da UFMG. Ela reconheceu que a realização da etapa da Stock Car nas imediações do campus Pampulha tem potencial para causar danos ao patrimônio ambiental e científico da universidade. O limite de ruídos em estabelecimentos hospitalares, como o Hospital Veterinário, não pode ultrapassar 55 decibéis, conforme a legislação municipal em Belo Horizonte. Segundo o MPF, a emissão de ruídos da corrida pode chegar a 100 decibéis, aferidos a 35 metros da pista, como aconteceu na etapa de Cascavel da Stock Car em Cascavel (PR). O Ministério Público Federal quer que os organizadores comprovem que conseguem atender ao limite máximo de ruído. Na falta dessa demonstração, o MPF pediu que a Justiça Federal impeça os organizadores de promoverem venda dos ingressos e montarem a infraestrutura para a corrida. Procurado pelo g1, Sérgio Sette Câmara, diretor da empresa Speed Seven Participações Ltda, uma das organizadoras do evento, afirmou que a determinação será cumprida dentro do prazo estabelecido pela decisão judicial e que a solução acústica será implementada de "forma eficiente". Prefeitura de BH inicia o corte de árvores no entorno do Mineirão Polêmica Rota da Stock Car em Belo Horizonte Divulgação/Stock Car A Stock Car em Belo Horizonte está prevista para acontecer entre 15 e 18 de agosto de 2024. O evento é centro de polêmicas e alvo de protestos contra o local escolhido. Em dezembro do ano passado, a prefeitura fechou um acordo com a empresa organizadora da competição para que BH receba, por cinco anos consecutivos, uma edição anual da corrida. Para isso, intervenções deveriam ser feitas nos arredores do Mineirão, sendo necessário derrubar mais de 60 árvores, a maioria delas saudável. Como resposta, a prefeitura afirmou que já fez o replantio dessas árvores e que fará de mais outras centenas de mudas ao longo dos próximos anos. Posteriormente, a UFMG também se posicionou oficialmente contra a realização do evento na Pampulha. De acordo com a universidade, o período da interdição dos acessos ao campus pode se estender por até 19 dias, no mês de agosto, entre a montagem da estrutura e a prova, o que impacta diretamente as atividades acadêmicas. Vídeos mais vistos no g1 Minas:

Publicada por: RBSYS

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