Segundo o laudo do IML, Djidja Cardoso morreu de overdose de cetamina, um anestésico de uso veterinário traficado pela família. Caso Djidja: mãe e irmão da ex-sinhazinha são condenados por tráfico de drogas
A Justiça do Amazonas condenou por tráfico de drogas a mãe e o irmão de uma ex-estrela do Festival de Parintins. Segundo o laudo do IML, Djidja Cardoso morreu de overdose de um anestésico traficado pela própria família.
A Justiça divulgou a sentença na manhã desta terça-feira (17). A empresária Cleusimar Cardoso e o filho dela, Ademar, foram condenados a mais de dez anos de prisão por tráfico de drogas e associação para o tráfico. Cleusimar e Ademar são, respectivamente, a mãe e o irmão de Djidja Cardoso.
Djidja ficou conhecida como Sinhazinha, uma das principais personagens do Boi Garantido no Festival de Parintins. Segundo as investigações, Djidja, a mãe, o irmão e funcionários do salão de beleza da família montaram uma seita que disseminava um falso crescimento espiritual com base no consumo de cetamina. A cetamina é um anestésico de uso veterinário que, em humanos, causa paralisia, alucinações, perda de consciência e dependência.
Mãe e irmão de Djidja Cardoso são condenados por tráfico de drogas e associação para o tráfico
Jornal Nacional/ Reprodução
Segundo o Ministério Público, Cleusimar, Ademar e Djidja compravam cetamina de clínicas veterinárias. Cleusimar e Ademar estão presos desde o começo das investigações.
A Justiça também condenou por tráfico e associação ao tráfico um coach, o proprietário e o sócio de uma clínica veterinária suspeita de fornecer a substância, a gerente do salão de beleza e o ex-namorado de Djidja, Bruno Roberto de Lima.
Djidja Cardoso foi encontrada morta na casa dela, em Manaus, em maio. Segundo as investigações, ela passou a noite usando cetamina juntamente com o ex-namorado. O laudo necroscópico concluiu que Didja morreu de overdose da droga.
"Durante as diligências iniciais, no dia da morte da própria Djidja, os policiais conseguiram levantar elementos que indicavam a presença e sinais de que ela havia ingerido esse tipo de substância. E todo o conjunto probatório que foi produzido durante o curso das investigações também foi suficiente para corroborar essa tese da investigação de que a sua morte sobreveio em razão do uso indiscriminado desse tipo de substância", diz o delegado Cícero Túlio.
Os advogados que representam todos os condenados afirmaram que a sentença foi injusta.
"A defesa vai ingressar com recurso de apelação para todos os que esta defesa assiste, bem como nós ainda também devemos ingressar com embargos de declaração, tendo em vista que o juízo de direito ele apresentou, ele deu prazo para duas vezes para o Ministério Público falar, mas não abriu para que a defesa se manifestasse”, diz o advogado Mozarth Bessa.
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Publicada por: RBSYS