A Polícia Federal americana trata o caso como tentativa de homicídio e ato de terrorismo doméstico. Policiais passaram o dia na casa do atirador em busca de evidências. Novas imagens mostram atirador se movimentando no telhado antes de atirar em Trump
A polícia americana ainda não sabe o que motivou o ataque de sábado (13) contra Donald Trump. Novas imagens mostram o atirador se movimentando em um telhado dois minutos antes de disparar.
Um policial, sozinho, procura algo. Ofegante, o homem que grava o vídeo diz:
“Olha, tem alguém no telhado. Ele está ali. Bem ali”.
É possível ouvir Donald Trump discursando. Com imagem aproximada, dá para ver o atirador se movimentando. Uma mulher chama um policial e diz:
“Ele está no telhado”.
Novas imagens mostram atirador se movimentando em telhado dois minutos antes de disparar contra Trump
Reprodução/TV Globo
O vídeo foi gravado dois minutos antes de o atirador abrir fogo em direção a Donald Trump e é um registro importante para os investigadores entenderem se houve falha do Serviço Secreto. A agência é responsável pela proteção de todos os presidentes e ex-presidentes americanos. Um braço do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos.
Nesta segunda-feira (15), o chefe do departamento afirmou que tem 100% de confiança no Serviço Secreto. Alejandro Mayorcas disse que a investigação independente sobre a atuação dos agentes vai começar em breve.
Robert estava no comício:
“Levei uma hora e meia para entrar porque a fila para passar pelo detector de metais era grande. Assim que eu entrei, vi uns 50 agentes do Serviço Secreto. A cada 10 passos, eu via outro agente. Mas achei estranho que não vi nenhum sniper", conta o morador da Pensilvânia.
Snipers são atiradores dos serviços de segurança especializados em disparos precisos de longa distância. Geralmente, ficam em pontos altos de onde é possível observar tudo ao redor.
Atentado a Trump só falhou porque ex-presidente se moveu em palanque
O comício ocorreu em um centro de exposição com um espaço ao ar livre muito grande. O atirador estava a pouco mais de 100 m de distância do palco onde Trump discursava, embaixo da bandeira dos Estados Unidos - que continua no local. O Serviço Secreto disse que não vasculhou o entorno por entender que essa seria uma responsabilidade da polícia local.
O ex-agente do Serviço Secreto Greg Truhan disse ao Jornal Nacional que a segurança da área era responsabilidade do Serviço Secreto.
“Um atirador em cima de um prédio é uma ameaça básica quando pensamos em um plano de segurança. Havia snipers no topo de prédios, havia policiais no chão, havia protocolos a serem seguidos. Agora, precisamos entender o que aconteceu durante a execução desse procedimento”, Greg Truhan.
Os investigadores ainda não sabem o que motivou o atirador. O celular dele está em um laboratório do FBI - que nesta segunda recebeu ordem da justiça para quebrar o sigilo telefônico e analisar fotos, vídeos, mensagens e o histórico de buscas.
A Polícia Federal americana trata o caso como tentativa de homicídio e ato de terrorismo doméstico. Policiais passaram o dia na casa do atirador em busca de evidências. A polícia autorizou que as pessoas que deixaram pertences no local do comício voltassem para recuperá-los.
"Eu queria ter seguido viagem ontem, mas não deu porque nossos produtos estavam na área determinada como cena de crime", contou Pam, que vende itens com o rosto de Donald Trump.
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Publicada por: RBSYS