Milhares de pessoas foram às ruas, em Teerã, a capital iraniana. O protesto exigia uma resposta militar do país contra Israel. Pediam retaliação aos ataques de segunda-feira (1º), quando o consulado do Irã foi bombardeado em Damasco, capital da Síria. Irã culpa Israel e promete resposta a ataque contra consulado na Síria
O presidente do Irã disse nesta terça-feira (2) que o bombardeio que matou chefes militares no consulado de Damasco não vai ficar sem resposta. Ebrahim Raisi responsabilizou Israel, que não assumiu a autoria do ataque.
Milhares de pessoas foram às ruas, em Teerã, a capital iraniana. O protesto pedia uma retaliação aos ataques de segunda-feira (1º), quando o consulado do Irã foi bombardeado em Damasco, capital da Síria. Sete integrantes da Guarda Revolucionária morreram, incluindo três generais. A operação é considerada o pior ataque ao alto escalão dessas forças militares desde 2020.
O líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, disse que o país vai revidar e que Israel vai se arrepender. O governo de Israel não assumiu a autoria do ataque, mas o porta-voz afirmou que o prédio atingido era uma instalação militar disfarçada e não um prédio diplomático.
Esse último ataque aumentou as tensões entre Irã e Israel. Os dois países tentam evitar um conflito direto. Mas, na avaliação de vários governos - inclusive do Reino Unido -, o Irã tem participação ativa na instabilidade do Oriente Médio e é responsável pelo financiamento de grupos armados em Gaza, no Líbano, no Iraque, na Síria, no Iêmen-- que lançam ataques contra Israel.
Em entrevista ao Jornal Nacional, uma pesquisadora da Universidade de Oxford explica que esses grupos armados, apesar de contarem com o apoio do Irã, seguem políticas e interesses próprios. Ela também avalia que o ataque ao consulado iraniano elevou o risco de uma guerra mais ampla no Oriente Médio, porque acirrou as relações entre dois países com forte poder bélico e armas nucleares.
Um porta-voz da ONU disse que o secretário-geral António Guterres condenou o bombardeio e afirmou que é preciso respeitar o princípio da inviolabilidade das instalações diplomáticas, de acordo com o direito internacional.
Autoridades dos Estados Unidos afirmaram que os americanos não tiveram nenhuma participação no bombardeio nem receberam informações antecipadas sobre a operação.
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Publicada por: RBSYS