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Shows na Europa, concursos nos EUA e figurinos originais: ‘covers’ de Elvis Presley relatam paixão pelo 'Rei do Rock'

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Shows na Europa, concursos nos EUA e figurinos originais: ‘covers’ de Elvis Presley relatam paixão pelo 'Rei do Rock'

Para o Dia Mundial do Rock, celebrado neste sábado (13), o g1 conversou com Vinícius Rodrigues e Dalizio Moura, que são fãs fiéis do cantor que marcou inúmeras gerações com seus sucessos do rock and roll. Moradores de Sorocaba (SP), eles dedicam suas vidas a homenagear o cantor há, no mínimo, 11 anos. Vinícius e Dalizio são covers do rei do rock and roll Arquivo pessoal Elvis Presley é, indiscutivelmente, o rei do rock and roll. Nascido no estado do Mississippi, nos Estados Unidos, o cantor levou suas canções românticas e dançantes para o mundo todo, vendeu milhões de discos e sua música atrevessa gerações. No Dia do Rock, celebrado neste sábado (13), conheça a história de dois moradores de Sorocaba (SP) que tiveram suas vidas moldadas pela paixão e admiração a Presley. ???? Participe do canal do g1 Sorocaba e Jundiaí no WhatsApp Vinícius Rodrigues tem 37 anos e interpreta o Elvis há 11. A paixão surgiu em 1999, por meio de gravações de shows que existiam no acervo de seu tio. À época, ele nem imaginaria que um concerto transformaria completamente o rumo de sua vida. “O conheci através de uma fita VHS na casa do meu tio, que se chamava ‘Elvis é Assim’. Esse vídeo mostrava um show e documentário onde ele ensaiava com a sua banda e se apresentava em Las Vegas. A energia, as roupas, a presença de palco, tudo me cativou muito desde então”. Inicialmente, o fã sequer cogitava a hipótese de interpretar o artista. Tudo mudou após a primeira edição do Festival Internacional dos Imitadores de Elvis, realizada no Brasil. Hoje, o evento é considerado um dos maiores do gênero em toda a América Latina. “Eu não queria ser um cover de Elvis, devido à grande responsabilidade que isso representa. No entanto, diante do festival, que foi o maior realizado no país, e do incentivo de familiares e amigos, decidi participar. Fiquei em quarto lugar em 2013 e fui vice-campeão no ano seguinte. Esse foi o começo da minha vida como cover”, conta. Vinícius é cover do cantor há 11 anos Arquivo pessoal Ao g1, Vinícius confessa que chegou a estudar o comportamento do intérprete de “Suspicious Minds” para replicar nos palcos. Com o passar dos anos, ele chegou a contratar uma costureira para fazer figurinos semelhantes aos usados por Elvis na década de 1960. “Assisti os filmes e shows dele repetidamente, fazendo com que os trejeitos viessem naturalmente. Ele usava muito do karatê no palco e eu pratiquei por muitos anos. É difícil replicar todos os movimentos do Elvis, pois ele era muito espontâneo e não coreografava absolutamente nada. Então, tento ser igual. As roupas, no começo, eram feitas pela esposa do Dalizio, outro cover. Hoje, uma costureira de São Paulo faz réplicas fiéis para mim”. Para o intérprete, a sensação de estar no palco pode ser descrita como mágica. Naturalmente tímido, ele conta que “tudo se transforma” ao vestir as roupas e colocar a mão no microfone. “Eu sou uma pessoa naturalmente tímida. Bastante tímida. Porém, quando eu subo no palco, a emoção e a responsabilidade de me caracterizar como o rei do rock tomam conta das minhas ações. Nada mais importa quando os instrumentos começam a tocar. Meu objetivo é apenas me divertir e emocionar a mim e ao público que está acompanhando”, afirma. “As músicas que ele criou são atemporais, com uma interpretação vocal que não é encontrada hoje em dia. A dedicação e entrega que ele aplicava são minhas principais referências do que é um trabalho com excelência. Minha maior inspiração para continuar é a paixão pela sua história e pela música”, complementa. Vinícius se apresentou em um concurso de imitadores em Memphis, nos EUA Reprodução/@nahgermanofotografia O impacto do rei em sua vida não parou por aí. Para ele, Elvis Presley foi um dos responsáveis por grande parte de suas realizações: ele teve a oportunidade de conhecer o mundo ao trabalhar em cruzeiros como "cover" do cantor. Além disso, sua sorte no amor também contou com ajuda do músico. “Elvis impactou tanto a minha vida que direcionou toda a minha história. Por exemplo, minha família não existiria se não fosse por ele, pois conheci minha esposa cantando uma música dele em um karaokê. Hoje, ela é minha produtora e parceira de profissão, além de mãe dos meus filhos”, compartilha. Em seus 11 anos de carreira, Vinícius destaca sua apresentação em um concurso de imitadores em Memphis, nos Estados Unidos, em 2015. Finalista, ele teve a oportunidade de conhecer as casas onde Elvis viveu durante seus anos de vida. “Um dos dias mais marcantes foi quando eu fui convidado para participar de um concurso de imitadores nos Estados Unidos. O concurso foi feito no icônico Hard Rock Cafe da Beale Street. Lá, eu e minha esposa conhecemos ‘Graceland’, que é a casa dele. Conhecemos também onde ele nasceu e o jardim onde ele descansa eternamente. Tudo foi carregado de uma vibração inexplicável”, conta. Vinícius chegou a conhecer a casa onde Elvis Presley morou até o fim da vida Reprodução/Instagram Apesar de cover profissional, Vinícius conta que é estudante de engenharia da computação em uma universidade de Sorocaba. Para ele, é possível seguir dois sonhos em paralelo. “Sempre gostei demais de tecnologia. Trabalho com programação e gerenciamento de dados e estou em um curso relacionado a isso na faculdade. Sigo com as duas profissões, mas a música é o meu principal trabalho, e jamais deixarei de me apresentar enquanto tiver saúde para isso”, finaliza. Assim como Vinícius, Dalizio Moura possui uma vasta experiência no ramo de covers profissionais. Apesar de ter nascido em Sorocaba, sua carreira começou do outro lado do mundo: na Itália, em 2000. “Minha história com Elvis, profissionalmente falando, começou há 24 anos, na Europa. Mais precisamente na Itália, onde morei por 15 anos. Fui convidado para entreter clientes de uma pizzaria cantando músicas variadas, mas decidi realizar um tributo a ele e deu muito certo. No mesmo dia, fui convidado por um jornalista para participar de um festival cantando apenas suas canções”, revela. Dalizio conta que é fã do músico desde os 15 anos. Ele retornou ao Brasil em 2006 e se apresenta como "cover" de Presley em Sorocaba. Dalizio começou a carreira como cover de Elvis Presley na Itália Reprodução/Facebook “Sempre admirei o comportamento de palco, estilo musical e potência vocal que ele tinha. Tenho, inclusive, diversas afinidades com ele, como estatura, cor dos olhos e, felizmente, até mesmo o timbre e extensão vocal. Inclusive, nós dois servimos ao exército e fomos motoristas de caminhonetes entregadoras”, diz. “Me identifiquei muito com o seu estilo e suas paixões. Pela família, pelo blues, country, o país em que vivemos, as pessoas em um geral, o amor por Deus. Temos apreciações e gratidões semelhantes nestes tópicos”, complementa. À época, Dalizio relembra que era uma criança considerada “fora dos padrões”. Com o lado artístico muito aflorado, ele descreve a sua carreira como uma “conspiração do universo”. “Eu era um menino muito diferente dos demais. Tinha muitas fantasias, criatividade artística e o amor pela música de gêneros variados. Minha carreira começou sem pretensões. As coisas foram acontecendo naturalmente e, hoje, sou um cover com muito respeito, dedicação, amor e alegria”, celebra. Dalizio é internacionalmente reconhecido pela Elvis Presley Enterprises Reprodução/Marcos Stronda Atualmente, o artista é reconhecido internacionalmente pela Elvis Presley Enterprises, empresa que cuida dos direitos autorais da carreira do cantor, já falecido há quase cinco décadas. Ele precisou pedir autorização à empresa para se apresentar no continente europeu. “Tive que mandar uma fita VHS para eles, pedindo autorização para imitá-lo na Europa. Nela, havia gravações minhas se apresentando, que foram submetidas à análises. A aprovação foi uma surpresa muito grande, pois eu não me considerava digno para representar o Rei do Rock and Roll, na verdade, até hoje não acho”, explica. Com mais de duas décadas de experiência, o músico profissional revela que se dedica integralmente à carreira de cover de Elvis Presley, com shows em toda a região. “O meu trabalho, a minha profissão, o meu ganha pão é ser músico. Faço shows sempre cantando ao vivo, solo ou com a Rock Elvis 69 Band, uma banda extremamente talentosa que existe desde 2011. Elvis é minha vida e tudo que tenho é graças a minha carreira”, pontua. Dalizio retornou ao Brasil em 2006, e atua como cover desde então Reprodução/Facebook Para Dalizio, seu grande ponto alto foi fazer shows internacionais. Independente do lugar, representar o cantor é considerado um grande desafio para todos os entusiastas da estrela do rock. “Ter me apresentado fora foi uma grande emoção e satisfação. A exigência sempre é grande. Muitos conhecem a carreira do Elvis, porém, lá fora, é necessário ter um bom inglês, cantar na mesma tonalidade e arranjo original. O respeito pelos artistas é muito bom. Isso me traz muita dignidade e valor”, finaliza. *Colaborou sob supervisão de Matheus Arruda Veja mais notícias da região no g1 Sorocaba e Jundiaí VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

Publicada por: RBSYS

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