Thalita Matias disse que a creche que fica na Serra, Grande Vitória, não soube informar direito o que aconteceu com o filho. Segundo a mãe, o hospital informou que Gael foi picado por cobra jararaca. Mãe desabafa nas redes sociais sobre filho que foi picada por cobra jararaca em creche
Uma criança de três anos foi picada por uma cobra enquanto estava em uma creche na Serra, na Grande Vitória, na terça-feira (2), segundo relatou a mãe. A vendedora Thalita Matias postou um relato nas redes sociais contando, que ao buscar o filho, a creche não soube informar o que tinha acontecido com o dedo do pé do Gael. A mãe disse que a escola foi negligente.
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No vídeo publicado na internet a mãe explica que levou o filho saudável e brincando para a escola por volta de 13h e mais tarde um responsável da creche entrou em contato pedindo que Thalita fosse buscar Gael.
"A responsável levou meu filho mancando, sem sandália, falaram que ele tinha tropeçado. Na minha cabeça algo tinha caído em cima do pé dele. Falaram que ele chegou assim e eu disse que ele não chegou assim, eu não levaria meu filho daquele estado para a escola. Peguei meu filho e fui imediatamente para o Hospital Materno Infantil", na Serra, contou a mãe.
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Já no hospital, os médicos fizeram um raio-x para tentar identificar o que tinha acontecido com Gael e não identificaram nenhuma fratura. Foi quando a médica levantou a possibilidade do ferimento ter sido causado pela picada de algum animal.
"A doutora, para não me assustar ,falou que isso não era um trauma de queda, e ela disse que poderia ser escorpião, aranha ou cobra. Eu já comecei a surtar ali e ela disse que ia investigar e pediu exames. O pé do meu filho começou a inchar, parou de mexer os dedinhos e começou a ficar roxo", disse.
Segundo a mãe, Gael de 3 anos foi picado por uma cobra jararaca enquanto estava na creche na Serra
Reprodução/Redes sociais
Depois dos exames, os médicos identificaram que Gael sofreu uma picada leve de uma cobra jararaca e já começou a receber o soro antiofídico, porque já não estava conseguindo urinar.
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A criança precisou ser internada e depois transferida para o Hospital Infantil Milena Gottardi, em Vitória.
"A médica virou para mim e disse que se eu não tivesse ido tão rápido, meu filho hoje estaria morto por conta de uma escola irresponsável que eu tenho certeza que não estava olhando meu filho", comentou.
Ainda segundo o relato da mãe, em uma conversa com a médica, o próprio filho teria identificado que uma cobra picou ele.
Falta de informações
Após levar o filho no hospital, foi constatado que a criança tinha sido picado por uma cobra e ele precisou ser transferido
Reprodução/Redes sociais
A mãe apontou que durante o atendimento do filho, a escola não respondia as mensagens enviadas por ela.
Além disso, Thalita acredita que a creche foi negligente e que iria abrir ainda na quinta-feira (4) um Boletim de Ocorrência contra a creche.
"Esse vídeo eu estou postando para alertar vocês. A cobra simplesmente picou ele e ninguém viu nada. Fiquem alertas mães, converse mais com seus filhos. Qualquer coisa que acontecer leva para o hospital porque o mínimo pode ser muito grave. Assim como aconteceu na escola do meu filho pode acontecer em qualquer outro lugar", comentou.
Alta
Gael teve alta um dia depois de ser picado. Segundo a mãe, a recomendação dos médicos agora é ficar em observação e continuar tomando antibiótico em casa.
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A mãe contou ainda que no dia seguinte à picada e depois do vídeo alcançar quase 23 mil visualizações na internet, a creche entrou em contato e se colocou disponível para ajudar no que fosse preciso.
"O que eu mais fiquei chateada é com a posição da escola, eles poderiam ter falado que não viram o que aconteceu e só orientar para levar ele no médico. Mas ficaram mudando de versão, falando que ele tinha levado um tropeção, dado um encontrão em um amigo. Falaram até que ele tinha chegado assim, mas depois puxaram as imagens das câmeras e viram que não. Acredito que a picada foi sim em um momento que ninguém viu", pontuou.
Posicionamento
A Secretaria de Educação da Serra (Sedu) informou que está acompanhando o caso junto à família e analisando as imagens do circuito interno de videomonitoramento para verificar se há algum registro do suposto ocorrido.
A prefeitura também disse que será aberto um processo administrativo para apurar todas as responsabilidades e que na última quarta-feira (3) já foi feita varredura no local por fiscais da Vigilância Ambiental e Fiscalização Ambiental da Prefeitura da Serra, sendo que não foi encontrado nenhum animal peçonhento.
A Sedu reforçou que o CMEI está em dia com o cronograma de dedetização e controle de pragas. Porém, como precaução, o local passará por nova dedetização nesta quinta (4) e sexta (5) e, por isso, as aulas estão suspensas na unidade de ensino.
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Publicada por: RBSYS