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Ziraldo foi elogiado por Neil Armstrong, primeiro homem a pisar na lua; leia relato

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Ziraldo foi elogiado por Neil Armstrong, primeiro homem a pisar na lua; leia relato

Morto neste sábado (6) aos 91 anos, desenhista criador do personagem Menino Maluquinho narrou a vez em que conheceu astronauta. Ziraldo morre aos 91 anos Morto aos 91 anos neste sábado (6) e conhecido por personagens como Menino Maluquinho e os da “Turma do Pererê”, o desenhista Ziraldo conheceu Neil Armstrong, astronauta que foi o primeiro homem a pisar na lua. Em entrevista ao Arquivo N, da Globo News, em 2018, Ziraldo contou que conversou com Armstrong no Copacabana Palace. "Ele levantou, veio andando e falou: 'Congratulations' [parabéns, em inglês]", disse o desenhista. "Aí eu falei com meu maravilhoso inglês: 'Não, essa frase é minha. Eu que tenho que dar parabéns a você'. Ele respondeu: 'não, eu apenas fui à lua, o senhor fez um livro'." LEIA TAMBÉM 'Gigante da nossa Cultura': veja repercussão da morte de Ziraldo FOTOS: relembre a vida e a carreira do desenhista e escritor Veja a repercussão da morte de Ziraldo Ziraldo em foto de arquivo. TV GLOBO/CEDOC Os primeiros desenhos Ziraldo Alves Pinto nasceu em 24 de outubro de 1932 em Caratinga (MG), onde passou a infância. Mais velho de uma família com sete irmãos, foi batizado a partir da combinação do nome da mãe (Zizinha) com o nome do pai (Geraldo). Leitor assíduo desde a infância, teve seu primeiro desenho publicado quando tinha apenas seis anos, em 1939, no jornal “A Folha de Minas”. Iniciou a carreira nos anos 1950, na revista “Era uma vez...”. Em 1954, passou a fazer uma página de humor no mesmo “A Folha de Minas” em que havia estreado. Os primeiros anos de carreira Em 1957, formou-se em Direito na Faculdade de Direito de Minas Gerais, em Belo Horizonte. No mesmo ano, entrou para o time das revistas “A Cigarra” e, depois, “O Cruzeiro”. Em 1958, casou-se com Vilma Gontijo, sua namorada havia sete anos. Tiveram três filhos, Daniela, Fabrizia e Antônio. Já na década seguinte, destacou-se por trabalhar também no “Jornal do Brasil”. Assim como em “O Cruzeiro”, publicou charges políticas e cartuns. São dessa época os personagens Jeremias, o Bom, Supermãe e Mineirinho. No período, pôde enfim realizar um “sonho infantil: publicou a primeira revista brasileira do gênero feita por um só autor, reunindo uma turma chefiada pelo saci-pererê, figura mais importante do imaginário brasileiro”, diz o texto. A revista “A Turma do Pererê” deixou de ser publicada em 1964, a partir do início do regime militar. Cinco anos mais tarde, Ziraldo fundou, com outros humoristas, “O Pasquim”. Com textos ácidos, ilustrações debochadas e personagens inesquecíveis, como o Graúna, os Fradins ou o Ubaldo, o semanário entrou na luta pela democracia num dos períodos políticos mais turbulentos do país. Ao mesmo tempo que combatiam a censura, Millôr, Henfil, Jaguar, Tarso de Castro, Sérgio Cabral, Ivan Lessa, Sérgio Augusto e Paulo Francis, dentre outros colaboradores do jornal, sofriam com ela. Um dia depois do AI-5, baixado em 13 de dezembro de 1968, Ziraldo foi detido em casa e levado para o Forte de Copacabana. Em 1969, publicou seu primeiro livro infantil, “FLICTS”. Em 1979, passou a se dedicar à literatura para crianças. Maluquinho, 'Bundas' e 'Palavras' Seu maior sucesso, “O Menino Maluquinho”, saiu em 1980 e ganhou o Prêmio Jabuti. É considerado um dos maiores fenômenos do mercado editorial brasileiro de todos os tempos. O sucesso fez o personagem ser lavado para cinema, teatro, quadrinhos, ópera infantil e games. Em 1997, o personagem foi levado à Marquês de Sapucaí. A escola carioca Unidos do Porto da Pedra homenageou o Menino Maluquinho com o enredo "No Reino da Folia, Cada Louco com a sua Mania". Em 1999, Ziraldo criou duas revistas: “Bundas” e “Palavra”. A primeira era descrita como “uma resposta bem-humorada à ostentação dos ‘famosos’ que semanalmente aparecem na revista ‘Caras’”. Os lemas eram: “Quem mostra a bunda em ‘Caras’ não mostra a cara em ‘Bundas’”; “A revista que é a cara do Brasil”; e “‘Bundas’, a revista que não tem vergonha de mostrar a cara”. A ideia da publicação, que tinha parte da equipe de “O Pasquim”, era reviver o clima do antigo jornal. Já “Palavra” era sobre arte.

Publicada por: RBSYS

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